Meu pai era um homem de poucas palavras. Trabalhava duro, carregava cimento por mais de 4 km para sustentar a família. Mas era emocionalmente distante.
Cresci admirando a força dele, mas sentindo falta do afeto. E quando me tornei pai, descobri que carregava dentro de mim o mesmo padrão: amar com esforço, mas não saber demonstrar.
Só me reconciliei com ele quando o Alzheimer já havia apagado quase tudo. Naquele momento, entendi que paternidade não é sobre o tempo que passamos juntos. É sobre a qualidade do que construímos enquanto podemos.
Por isso decidi reescrever minha história — e ajudar outros pais a reescreverem as deles.